Woody Allen e a exigência da morte

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Woody Allen e a exigência da morte

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Woody Allen e a exigência da morte

Obcecado pela ideia da morte como uma exigência injusta e desconcertante, Woody Allen trata desse tema na grande maioria dos seus quase cinquenta longas-metragens, às vezes pelo viés cômico, em outros momentos numa roupagem mais dura ou melancólica. Trazendo personagens que se confrontam com a impossibilidade de se apaziguarem com a ideia da finitude humana, e explorando esse conceito em seus aspectos filosóficos ou psicanalíticos, Allen constrói um expressivo panorama. Através de três sessões, que abordarão o tema a partir de diferentes eixos temáticos, sempre em diálogo com a Psicanálise, pretende-se compreender a centralidade dessa questão na obra do cineasta e discutir as ferramentas de que o cinema lança mão para tratar de um conceito tão complexo e inquietante.
Curso em três encontros – exibições seguidas de palestras e debates coordenados pelos palestrantes, sempre aos sábados.

Encontro 1 (11/11): O suicídio em Interiores (1978):
O suicídio como alternativa às pressões existenciais. A forma como Allen cerca esse ato de um imaginário bastante significativo. O existencialismo e o estatuto do artista na sociedade. As influências bergmanianas.

Encontro 2 (25/11): A paixão como negação da morte em Manhattan (1980):
O amor na obra de Allen. O enlace amoroso como tentativa de vencer a morte. As relações intergeracionais e seus agravantes. A separação do casal como uma experiência de morte em vida.

Encontro 3 (09/12): A ruína do corpo em Hannah e suas irmãs (1986):
Corpo, distâncias, tecnologia. O envelhecimento e a doença como avanços da morte sobre o corpo. Os domínios da dor. A hipocondria como tema constante em Woody Allen.

Palestrantes:

Maria Caú: formada em Cinema pela UFF, doutora em Literatura Comparada pela UFRJ e autora do ensaio Olhar o mar — Woody Allen e Philip Roth: a exigência da morte.

Katya Muniz: psicóloga e psicanalista, Mestrado e Doutorado em Psicanalise pela Universidade Complutense de Madri, Coordenadora Geral da Sociedade de Psicanálise da Barra.

Paulo Humberto Bianchini: psiquiatra e psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

Sergio Zaidhaft: psicanalista, mestre em psiquiatria, professor de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da UFRJ e da Universidade Estácio de Sá. Autor de Morte e formação médica

Os encontros são independentes.
Taxa de Inscrição para cada encontro:
R$ 60,00 (profissionais) e R$ 35,00 (estudantes).
Taxa de inscrição para os três encontros:
R$ 150,00 (profissionais) e R$ 100,00 (estudantes).
Horário: 14h até 17h

Local: Auditório da Livraria da Travessa do BarraShopping.
Avenida das Américas, 4666, nível Américas, loja 220.

Informações e inscrições: (21) 2428-1289 e 98382-6292

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A Sociedade de Psicanálise da Barra (SPB) é um espaço de estudo e pesquisa, bem como de troca de saberes e experiências, sobre questões da psicanálise. Oferece Formação Psicanalítica para médicos, psicólogos e áreas afins, além de cursos, núcleos e palestras abertos à comunidade. Possui ainda uma Clínica de Atendimento Psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos.

Pretendemos sobretudo que a Sociedade de Psicanálise da Barra seja um espaço onde a teoria possa ser permanentemente questionada a partir da clínica e onde a criatividade de cada um encontre terreno fértil para se desenvolver e se expressar.

Objetivamos criar um espaço de troca, crescimento e criatividade para os seus membros, bem como promover atividades e eventos científicos que permitam a participação do público em geral.

Em agosto de 2007 tivemos o evento de abertura da SPB, projeto criado inicialmente por quatro psicanalistas: Elisabete Amado Reis, Maria Lucia Pilla, Maria Regina Domingues de Moraes e Sonia Resende Viana – todas pertencentes à Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro.

Neste site, você encontrará informações sobre a proposta e objetivos da SPB, e sobre nossas atividades.