CUIDADOS PALIATIVOS: UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA E A MORTE NA SAÚDE

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CUIDADOS PALIATIVOS: UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA E A MORTE NA SAÚDE

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  1. WORKSHOP

CUIDADOS PALIATIVOS:

UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA E A MORTE NA SAÚDE

25 de outubro – Quarta-feira

Programa

8:30   Entrega de Material

9:00   Palestra de abertura: Morte Digna

Katya Muniz
Psicóloga, Psicanalista, Mestre e Doutora em Psicanálise pela Universidade Complutense de Madri, Coordenadora geral da Sociedade de Psicanálise da Barra.

 

9:30   1ª. Mesa:  Paciente, Família e Equipe de Saúde: Quando Todos Estamos Diante do Morrer

Bárbara Cândido Araújo
Médica graduada pela UFRJ; Médica de Família e Comunidade pela Escola Nacional de Saúde Pública/ FIOCRUZ, Geriatra pela PUC-Rio, com área de atuação em Cuidados Paliativos

A expressão ¨enfrentamento da morte¨ popularizou-se à medida que, historicamente, desenvolveu-se na sociedade um processo crescente de medo e desumanização da mesma. Dentre as diversas causas para esta aversão ao tema, o avanço tecnológico se destaca. Torna-se cada vez mais difícil falar sobre o fim da vida, já que as inúmeras possibilidades terapêuticas progridem constantemente, postergando com recursos por vezes artificiais a chegada da morte.
Desta forma, o paciente e o profissional de saúde travam uma luta sofrida e inglória contra o inevitável fim, deixando de “viver”, digna e serenamente, o processo de “morrer”. Assim, os Cuidados Paliativos trabalham a experiência da morte valorizando a vida que ainda resta até lá e eternizando perante os que ficam, a memória daquele que enfrentou a doença, não a morte.

11:00 coffee- break

11:30 2a. mesa:  Luto em Cuidados Paliativos

Luana Flores
Mestre em Psicologia Clínica (PUC-Rio); Psicóloga da Pediatria/Comissão de Cuidados Paliativos (Hemorio).

O processo de luto, como elaboração de uma perda significativa, está presente ao longo de todo o adoecimento do sujeito, desde o diagnóstico, envolvendo diversas perdas relacionadas à doença e ao tratamento. Assim, o apoio ao  luto, previsto nos princípios dos cuidados paliativos, é mais do que o acompanhamento dos familiares após a morte do paciente.
No tratamento de pacientes em cuidados paliativos podemos identificar o luto antecipatório vivido pelo próprio doente, pela família, e também pela equipe de profissionais diante de um prognóstico reservado e aproximação da morte.

13:00 Almoço

14:00   Mesa Redonda: A abordagem dos profissionais da saúde com familiares e pacientes em cuidados paliativos

Temas:

Dignidade no cuidado
George Luiz Alves Santos

Enfermeiro Plantonista – Placi Cuidados Extensivos, Coordenador Pedagógico – Colégio Bezerra de Araújo, Especialista em Gerontologia – UFF, Mestre em Ciências do Cuidado em Saúde – UFF

– Por que a dignidade é tão importante na vida das pessoas no fim da vida.
– Como atitude, comportamento, compaixão e diálogo podem ser orientados para desenvolver a dignidade no cuidado.

 

 A Fisioterapia buscando aliviar o desconforto nos cuidados paliativos
Simone Abrantes Saraiva
Especialista em Terapia Intensiva pela UERJ, Mestre em Ciências pela UFRJ, Pós graduada em docência pelo ISEP,  Staff da reabilitação cardíaca do HUPE / UERJ, Staff do centro municipal de fisioterapia de Guapimirim, Rotina do Hospital Fundação do Câncer, Membro da Câmara Técnica de Fisioterapia em Urgências e Emergências do conselho regional de fisioterapia.

Será abordado o papel do fisioterapeuta no alívio dos principais desconfortos nos pacientes em cuidados paliativos: desconforto ventilatório e desconforto motor.
Além disso irei abordar como é importante para o familiar vê o seu ente demonstrando mais conforto diante do contexto. Não poderei deixar de citar o conflito e dificuldades do profissional nesse processo, frente a uma formação acadêmica que foi totalmente voltada para o curar, diante de um quadro onde o nosso principal papel será o cuidar.

 

Atuação do assistente social junto a família de pacientes no fim de vida
Débora Cristina de Oliveira da Silva
Assistente Social, Pós graduada em Saúde Pública, Capacitação profissional  em Bioética e Finitude de Vida,  Atuação com família e pacientes portadores de câncer  em cuidados paliativos.

 A terminalidade da vida é um tabu até os dias atuais, fazendo com que a morte seja algo pouco discutido na sociedade e em âmbito acadêmico. O processo de adoecer e terminalidade faz com que o sujeito reflita sobre sua visão de mundo. Todo o processo de fim de vida ocorre de maneira singular, afligindo não só o sujeito doente como também sua família e todo o contexto social no qual está inserido.
A família acaba por sofrer duplamente; primeiro por acompanhar o sofrimento de seu familiar e segundo por sentir-se impotente, sem condições de ofertar o suporte necessário ao sujeito em terminalidade.
Neste processo a equipe multiprofissional com saberes e práticas específicos a cada área de conhecimento auxiliam o sujeito e sua família para enfrentar a terminalidade com o menor sofrimento possível.
Os profissionais devem atuar no sentido de amenizar estas e outras dificuldades que possam surgir durante o adoecimento até o fim da vida, entre os quais estão o médico, o enfermeiro e o assistente social.
O Serviço social pauta sua assistência nas seguintes condutas:

  • Conhecer o grau de disposição de todos os elementos que englobam o grupo família;
  • Abordagem com equipe multiprofissional
  • Orientação, acolhimento e apoio no momento do óbito
  • Acompanhamento à família após a morte.

O Serviço Social objetiva aprimorar e humanizar o atendimento, conforme a demanda apresentada, e, assim, proporcionar um atendimento específico junto com a equipe multidisciplinar.
“A essência dos cuidados paliativos é a aliança entre a equipe de cuidados e o doente e a sua família” (TWYCROSS, 2003, p. 18).

 

16:00   Encerramento

Local:
Auditório do SindhRio
Rua Capitão Salomão, 36 – Humaitá – Rio de Janeiro

Inscrições:
Até 24 de outubro – R$ 150,00
25 de outubro – R$ 180,00

Informações:
2428-1289 – 98382-6292
Facebook: Sociedade-de-Psicanálise-da-Barra


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A Sociedade de Psicanálise da Barra (SPB) é um espaço de estudo e pesquisa, bem como de troca de saberes e experiências, sobre questões da psicanálise. Oferece Formação Psicanalítica para médicos, psicólogos e áreas afins, além de cursos, núcleos e palestras abertos à comunidade. Possui ainda uma Clínica de Atendimento Psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos.

Pretendemos sobretudo que a Sociedade de Psicanálise da Barra seja um espaço onde a teoria possa ser permanentemente questionada a partir da clínica e onde a criatividade de cada um encontre terreno fértil para se desenvolver e se expressar.

Objetivamos criar um espaço de troca, crescimento e criatividade para os seus membros, bem como promover atividades e eventos científicos que permitam a participação do público em geral.

Em agosto de 2007 tivemos o evento de abertura da SPB, projeto criado inicialmente por quatro psicanalistas: Elisabete Amado Reis, Maria Lucia Pilla, Maria Regina Domingues de Moraes e Sonia Resende Viana – todas pertencentes à Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro.

Neste site, você encontrará informações sobre a proposta e objetivos da SPB, e sobre nossas atividades.