Programação Científica – Aula Inaugural: Suicídio assistido e eutanásia, autonomia do sujeito e direito a morrer. Onipotência ou Potência?

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Programação Científica – Aula Inaugural: Suicídio assistido e eutanásia, autonomia do sujeito e direito a morrer. Onipotência ou Potência?

Category : Palestras e Eventos

Palestrante:

Sergio Zaidhaft

Sergio Zaidhaft é Mestre em Psiquiatria, Psicanalista, Professor de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da UFRJ e da Universidade Estácio de Sá. Ex-Diretor de Graduação da Faculdade de Medicina da UFRJ. Autor de “Morte e Formação Médica”.

Debatedor:

Abílio Ribeiro Alves

Professor da Pós-Graduação da FAMATH em Clínica Psicanalítica e Psicanalista membro da ELP-RJ.

Coordenadora:

Katya Muniz

Psicóloga e Psicanalista, Doutora em psicanálise pela Universidade Complutense de Madri. Coordenadora geral da Sociedade de Psicanálise da Barra.

Noção de morte em nossa cultura. Aspectos históricos. Medicalização da morte. Atendimento a pacientes terminais: ensino e prática. Eutanásia, ortotanásia, distanásia, morte assistida. Aspectos éticos e bioéticos no Brasil e no mundo.

Será que uma pessoa pode ser obrigada a viver? Uma questão importante para reflexão: é possível julgar o processo de morrer escolhido pela pessoa? Se partirmos do pressuposto que o sujeito é juiz da sua vida e que o poder psíquico sobre a vida e a morte é dele, ainda que em nível inconsciente e somático, concordamos que é o seu próprio olhar sobre si e não o dos outros, que define o que é sua dignidade. No adoecimento irreversível e limitador o indivíduo pode querer lutar pela vida ou querer não estar vivo. Isso depende do resultado de embate entre as pulsões de vida e de morte no nível inconsciente. A morte do corpo é o limite longínquo da vida, mas, também um acontecimento significativo, como a cena final de uma peça. Pretendemos refletir sobre suicídio assistido e a relação com a busca da morte com dignidade. Há uma diferença entre eutanásia e suicídio assistido a principal diferença é que no suicídio assistido a responsabilidade e execução do ato final da indução da morte é da pessoa. O suicídio assistido ocorre porque o sujeito tem o desejo de terminar sua vida, mas não consegue realizar o ato sozinho demandando ajuda medicamentosa ou encorajamento psíquico. A partir da década de 1990, o suicídio assistido foi relacionado com a morte com dignidade, defendida por várias instituições no mundo e sendo legalizado (lei da morte com Dignidade). Longe de consenso, o tema demanda muita discussão. No suicídio assistido não há o ato da eutanásia exercido pelo médico e transfere para o paciente a decisão de encerrar a vida. A diferença entre eutanásia e suicídio assistido tem a ver com a execução do procedimento e não com o desejo de morrer com dignidade, de interromper uma vida com sofrimento. E a psicanálise diante desse cenário o que tem a dizer? Como pensam e se posicionam os psicanalistas?

A autonomia do sujeito mentalmente capaz, com possibilidade de escolher morrer do que manter uma existência desprazerosa sob o ponto de vista jurídico é tema relevante para discussão. E Para trocar, debater e refletir sobre um tema atual e polemico, a Sociedade de Psicanálise da Barra inicia a sua programação científica 2017, convidando seus membros e a comunidade, para uma assistir uma mesa redonda.


Início: 09 de março Quinta-feira
Horário: 20hs
Duração: Enquanto tiver vagas, vagas limitadas.
Local: Sede da SPB
End.: Avenida das Américas, 700, Bloco 8 – Sala 202 N – Shopping Città América – Barra da Tijuca.


A Sociedade de Psicanálise da Barra (SPB) é um espaço de estudo e pesquisa, bem como de troca de saberes e experiências, sobre questões da psicanálise. Oferece Formação Psicanalítica para médicos, psicólogos e áreas afins, além de cursos, núcleos e palestras abertos à comunidade. Possui ainda uma Clínica de Atendimento Psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos.

Pretendemos sobretudo que a Sociedade de Psicanálise da Barra seja um espaço onde a teoria possa ser permanentemente questionada a partir da clínica e onde a criatividade de cada um encontre terreno fértil para se desenvolver e se expressar.

Objetivamos criar um espaço de troca, crescimento e criatividade para os seus membros, bem como promover atividades e eventos científicos que permitam a participação do público em geral.

Em agosto de 2007 tivemos o evento de abertura da SPB, projeto criado inicialmente por quatro psicanalistas: Elisabete Amado Reis, Maria Lucia Pilla, Maria Regina Domingues de Moraes e Sonia Resende Viana – todas pertencentes à Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro.

Neste site, você encontrará informações sobre a proposta e objetivos da SPB, e sobre nossas atividades.